Ocarina of Time Remake: tudo o que muda e por que esse retorno pode ser histórico para Zelda
Lançado originalmente em 1998 para Nintendo 64, Ocarina of Time marcou a história dos games ao transformar a fórmula de Zelda em uma aventura tridimensional. Agora, o remake chega em 5 de novembro de 2026, com preço anunciado de R$ 329,90 no Brasil. A proposta não é apenas atualizar os gráficos: a Nintendo também confirmou novos controles, recursos de acessibilidade para progressão e formas inéditas de interagir com a Ocarina.
O primeiro trailer de gameplay mostrou momentos importantes do início da jornada, incluindo a Kokiri Forest, a Great Deku Tree, Hyrule Field e a chegada de Link ao Castelo de Hyrule. Entre os destaques visuais, Castle Town passa a contar com um ciclo de dia e noite, enquanto cenários que antes utilizavam fundos em 2D e câmeras fixas foram reconstruídos como espaços exploráveis em três dimensões.
Veja Ocarina of Time Remake em ação
Sete mudanças confirmadas no remake de Ocarina of Time
A apresentação comandada por Eiji Aonuma deixou claro que a Nintendo quer preservar a estrutura que tornou Ocarina of Time inesquecível, mas eliminar alguns atritos que ficaram evidentes com o passar dos anos. Estas são as principais novidades confirmadas até agora.
1. Corrida de verdade para atravessar Hyrule
No Nintendo 64, uma das formas mais rápidas de percorrer longas distâncias era usar cambalhotas repetidamente. No remake, Link poderá correr: após realizar uma cambalhota, basta manter o botão pressionado para continuar em velocidade. É uma mudança simples, mas importante para tornar a exploração de áreas como Hyrule Field menos cansativa e mais natural.
2. Mira com controles de movimento
O remake permitirá mirar com itens como o Estilingue usando os controles de movimento dos Joy-Con 2. A função deve facilitar disparos mais precisos e retoma uma ideia que já apareceu em Ocarina of Time 3D, no Nintendo 3DS, mas agora sem exigir que o jogador movimente o console inteiro para controlar a mira.
3. A Ocarina poderá reconhecer músicas cantaroladas
Esta é uma das novidades mais curiosas do jogo. Em vez de tocar todas as notas manualmente pelos botões, o jogador poderá cantarolar uma música no microfone interno do Switch 2. O sistema reconhecerá a melodia e permitirá que Link a execute na Ocarina.
Há uma regra importante: a função só deve reconhecer canções que Link já tenha aprendido durante a campanha. Portanto, ela não permitirá pular etapas da história ou ativar músicas ainda bloqueadas. A Nintendo também mostrou um modelo oficial de Ocarina compatível com o jogo.
4. Threads of Time ajudará quem se perder na campanha
O remake incluirá uma tapeçaria chamada Threads of Time, que registra os momentos principais da história. Quando o jogador não souber qual é seu próximo objetivo, poderá consultar o último acontecimento relevante e receber uma indicação de para onde seguir.
A ideia preserva a exploração característica de Zelda, mas reduz a frustração de ficar perdido em uma aventura longa, cheia de itens, templos e objetivos que se cruzam.
5. Link finalmente terá um botão dedicado de pulo
A versão de Nintendo 64 usava o pulo automático: Link saltava quando chegava à borda de uma plataforma enquanto corria. No remake, haverá um botão específico para pular. Isso abre espaço para uma movimentação mais moderna, para novas possibilidades de exploração e para atalhos que não existiam na experiência original.
6. Cenas importantes terão dublagem, inclusive em português
O jogo original utilizava caixas de texto e sons curtos de reação por causa das limitações do cartucho. No remake, diversas cenas importantes receberão vozes, com personagens como Zelda, Darunia, Ruto e Saria entre os nomes apresentados. A versão brasileira também contará com dublagem em português.
A cobertura indica que o jogo não será necessariamente inteiramente dublado, mas a inclusão de vozes nos momentos centrais pode dar mais força dramática a passagens que já eram marcantes na versão clássica.
7. Cenários antes limitados por truques visuais serão exploráveis em 3D
Algumas áreas da versão de Nintendo 64, como lojas e partes da Cidade do Castelo de Hyrule, dependiam de cenários em 2D e câmeras fixas. No remake, esses locais foram reconstruídos como ambientes tridimensionais exploráveis.
Mesmo com a atualização, certas transições entre áreas ainda terão carregamentos. Segundo a explicação apresentada por Eiji Aonuma, essa escolha foi mantida de propósito para preservar parte da estrutura e da identidade do jogo original.
Original (1998) x Remake (2026): o que muda ponto a ponto
| Aspecto | Ocarina of Time (1998) | Remake (2026) |
|---|---|---|
| Movimentação | Cambalhotas eram usadas para acelerar trajetos longos. | Corrida dedicada após uma cambalhota, mantendo o botão pressionado. |
| Mira | Controle tradicional pelos botões e analógico do Nintendo 64. | Controles de movimento com os Joy-Con 2 para mirar itens. |
| Ocarina | Canções executadas por sequências de botões. | Reconhecimento por voz para cantarolar músicas já aprendidas. |
| Progressão | O jogador precisava lembrar sozinho do próximo objetivo. | Threads of Time registra o progresso e indica o próximo caminho. |
| Pulo | Automático ao correr até uma borda. | Botão dedicado para pular quando quiser. |
| Áudio e cenas | Caixas de texto e efeitos vocais curtos. | Dublagem parcial em cenas importantes, inclusive em português. |
| Ambientes | Algumas áreas com fundos em 2D e câmeras fixas. | Cenários exploráveis em 3D, mantendo certas transições de carregamento. |
| Lançamento | Nintendo 64, em 1998. | Switch 2, em 5 de novembro de 2026, por R$ 329,90. |
As mudanças anunciadas mostram uma estratégia clara: manter os momentos, templos e personagens que fizeram Ocarina of Time entrar para a história, mas atualizar sistemas que hoje soam pouco práticos. Corrida, botão de pulo, mira por movimento e o guia de progresso não substituem a essência do clássico — eles tentam deixá-la mais acessível.
Por que esse retorno pode ser histórico para Zelda
Ocarina of Time não é apenas mais um capítulo de Zelda. Ele ajudou a estabelecer a linguagem de aventura em 3D, popularizou a mira em inimigos com o Z-Targeting e entregou uma narrativa que ainda é lembrada pela passagem de Link criança para o Herói do Tempo em uma Hyrule transformada.
O desafio da Nintendo será modernizar a experiência sem apagar aquilo que torna o jogo especial: a descoberta de cada item, os segredos espalhados pelo mapa, o impacto emocional das viagens no tempo e a progressão pelos templos. Pelas novidades já apresentadas, o remake parece buscar exatamente esse equilíbrio.
Com lançamento marcado para 5 de novembro de 2026 no Switch 2, The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake tem potencial para apresentar um dos maiores clássicos dos videogames a um novo público — e dar aos fãs antigos uma forma totalmente nova de revisitar Hyrule.